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30 de abril de 2011

Fique por dentro dos destaques de hoje na Educação

Censo aponta que 14 milhões de brasileiros acima dos 15 anos são analfabetos

Maioria da população que não sabe ler ou escrever encontra-se no Nordeste

Rio - Dados do Censo 2010 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgados nesta sexta-feira revelam um retrato nada agradável para a educação brasileira. Segundo o IBGE, 14 milhões de pessoas com 15 anos ou mais são analfabetos. Se comparado com o resultado do último Censo, realizado em 2000, houve queda de quatro pontos percentuais (13,6% de analfabetos em 2000 contra 9,6% em 2010). Mas a taxa ainda é longe de ser considerada ideal.

A maioria da população que não sabe ler ou escrever encontra-se no Nordeste, que detém 53,3% (7,43 milhões) dos analfabetos do país. Em 2000, a região concentrava 51,4%. Já a região Centro-Oeste concentra a taxa mais baixa de analfabetismo, com 5,5%. Entre 2000 e 2010 houve aumento de 0,1% no índice.

Todos os estados do país,com exceção de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Distrito Federal, apresentam taxa de analfabetismo que supera 10%. A pior entre elas é Alagoas, que aparece em primeiro na lista, com 38,6% da população rural com 15 anos ou mais não sabe ler nem escrever, enquanto 19,58% da população das áreas urbanas também é analfabeta.


Primeira escola verde do país terá pen-drives ao invés de cadernos

Projeto conta com painéis solares, área para reciclagem e reaproveitamento de água da chuva

Rio - Previsto para ser inaugurado no próximo dia 7, o Colégio Estadual Erich Walter, localizado em Santa Cruz, Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, foi escolhido para ser o piloto da Escola Padrão Verde da América Latina. O projeto, que conta com painéis solares, área para reciclagem, reaproveitamento de água da chuva e pen-drives no lugar dos cadernos, foi desenvolvido pelos arquitetos da Arktos - Arquitetura Sustentável, Maria José De Mello Gerolimich e Rafael Tavares de Albuquerque.

A escola é a primeira a conseguir certificação LEED Schools (sigla em inglês para liderança em energia e design ambiental), própria para escolas com projeto sustentável. Apenas 120 escolas no mundo obtiveram essa certificação. Dessas, 118 ficam nos EUA, uma na Noruega e outra em Bali.

O projeto, desenvolvido com base nos aspectos da sustentabilidade, promove uma ação inovadora e educadora, já que o prédio passa a ser também formador de cidadãos conscientes. A escola tem o formato de um catavento, que como o próprio nome sugere, "cata" o vento e promove através da exaustão do ar quente, inclusive promovendo a iluminação natural durante todo o dia, que faz com que o consumo de energia de luz seja reduzido.

A escola é, também, totalmente adaptada para receber alunos com necessidades especiais. A concepção contempla desde a estrutura do prédio, onde as partes podem mudar de lugar facilitando a construção em qualquer tipo de terreno, até as características mais fundamentais como portas mais largas, pisos táteis, rampas com pouca inclinação e inscrições em braile.


Alunos podem aprender 68% mais com um bom professor, revela estudo

Pesquisa analisa impacto de políticas públicas na qualidade do aprendizado

Brasília - Um aluno cujo professor está entre os 20% melhores da rede de ensino pode aprender em um ano 68% mais do que aqueles que estudam com um docente que faça parte dos 20% piores. O tamanho da turma também influencia na qualidade do que o estudante aprende: em média, uma redução de 30% no número de alunos leva a um aumento de 44% no aprendizado.

Levantamento do Instituto Ayrton Senna e do Movimento Todos Pela Educação analisa, a partir de 165 estudos nacionais e internacionais, qual é o impacto das políticas educacionais no aprendizado dos alunos. O material foi reunido em um site que servirá de base de consulta para pais, professores e gestores escolares.

Organizado pelo pesquisador Ricardo Paes de Barros, o site traz informações sobre os efeitos dos recursos da escola, do planejamento pedagógico, da gestão e da condição da família no sucesso escolar do aluno. Uma das conclusões é que diversos fatores podem influenciar esse processo, mas a qualidade do professor é um dos mais determinantes.

As pesquisas reunidas por Paes de Barro indicam, por exemplo, que a maioria das características comumente observadas como medida de qualidade para um bom professor - nível de escolaridade, formação profissional e experiência - tem menos relação com o desempenho dos alunos do que o esperado.

Critérios utilizados para seleção de profissionais e definição de salários, como titulação e tempo de carreira, não são necessariamente sinônimos de qualidade. “O sucesso do professor pode depender mais de características não observadas nas pesquisas, como liderança, motivação e persistência”, aponta o estudo.

Formação e remuneração

Sobre a formação docente, os estudos apontam que o aprendizado dos alunos diferencia-se de acordo com a qualidade da instituição na qual o professor se formou. Esse fator tem mais impacto do que o fato de o professor ter ou não pós-graduação.

“O aprendizado do aluno pode ser maior porque a universidade selecionou os candidatos mais talentosos e motivados para a profissão ou porque o curso foi capaz de conferir aos futuros professores as habilidades necessárias para o bom desempenho em sala de aula”, diz o texto.

A remuneração do profissional também tem peso nessa equação. Redes de ensino em que os salários são mais altos atraem para as salas de aula os melhores candidatos interessados em exercer aquela ocupação. Mas, segundo os estudos analisados, aumentos salariais ao longo da carreira que não estejam vinculados ao desempenho do professor têm pouco impacto no aprendizado.

“A existência de algum componente variável na remuneração dos professores, como bônus atrelado ao desempenho, pode aumentar o nível de esforço e dedicação deles. Em ambos os casos, o resultado é uma melhora no desempenho dos alunos em exames de proficiência”.

As informações são da Agência Brasil


Comissão da Criança inicia campanha contra o bullying

Rio - A Comissão da Criança da Câmara Municipal lançou, nesta terça-feira, a campanha "Bullying, não! Eu combato". Entre as ações da campanha estão palestra para os alunos da rede municipal de ensino sobre prevenção ao bullying, às quartas-feiras, a partir das 9h30, na Câmara, além de distribuição de folhetos de combate a essa violência nas portas das escolas. A campanha está nas redes sociais e já recebeu o apoio de celebridades como os cantores Ivete Sangalo e Evandro Mesquita, e o empresário Eike Batista.

Na audiência, o autor da campanha, o vereador Tio Carlos, cobrou ações da Secretaria Municipal de Educação, representada pela assessora da Coordenadoria de Educação Glória Macedo. Segundo Glória, a Secretaria promove cursos de capacitação de combate ao bullying para os profissionais do ensino.

Presente ao evento, a juíza Ivone Caetano afirmou que “o bullying é a consequência da ausência da aplicação da doutrina da proteção integral. Tanto agressor quanto agredido são vítimas”. Já a pedagoga e pesquisadora Cléo Fante citou uma pesquisa nacional que fez com 5.168 estudantes de escolas públicas e particulares. Segundo ela, 10% dos entrevistados eram vítimas de bullying, outros 10% autores e 3% autores e vítimas. A pesquisa mostrou que 17% dos alunos eram envolvidos com o bullying nas escolas e 30% no ambiente virtual.

- Os autores de bullying estão migrando para a internet - afirmou.

Cléo Fante enfatizou que nenhuma criança nasce praticando bullying. Segundo ela, este é "um comportamento aprendido que pode ser desaprendido. Se aprendem, aprendem com os adultos que dão o péssimo exemplo e que praticam o bullying com outro nome: assédio moral”.

Para a pesquisadora, a solução para o bullying começa com a capacitação dos profissionais de educação que precisam fazer o diagnóstico.

- Muitas vezes, é o professor que dá origem ao bullying, quando apelida, humilha, persegue e põe o aluno em situação de escárnio. Se não trabalharmos o professor, muito dificilmente trabalharemos a criança - declarou.

Fonte das notícias destacadas: O Dia On Line
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Reflexão




"O professor só pode ensinar quando está disposto a aprender"




"Não existe saber mais ou saber menos. Existem saberes diferentes!" (Paulo freire)